terça-feira, 14 de agosto de 2007

Saia da internet e vá ler um livro!

Caramba, eu pensei em parar de blogar por duas ou três semanas, acabei ficando quase dois meses longe dos posts (exceto pelas esporádicas contribuições dadas ao “www.aspipiraseoscuricos.blogspot.com”). Durante essas “férias” que resolvi dar para mim (aproveitando o fato de o Marcílio nunca concluir o novo layout de “Coisas de Vanessa”), pensei em uma porção de coisas interessantes, que poderiam render bons textos ou boas reflexões ou as duas coisas: a propaganda eleitoral do PTB que trazia Roberto Jefferson ao melhor estilo “ressurgido das cinzas”; a brutalidade de pit boys espancadores de domésticas-protistutas-oqueaparecernafrente; uma edição da revista Veja que fala sobre o poder da auto-estima (“isso muito me contempla” - rsrs); meu final de semana perfeito de folga (de tudo) no litoral...
Quando decidi voltar a minhas incursões blogueanas, o problema foi escolher um tema de post que não fizesse meus oito (já são oito!!) leitores assíduos desistirem de vez de “minhas coisas”. Minha cabeça fervilhou de idéias, mas resolvi falar de algo nada original; aliás, vou parafrasear sabe-se lá quem: “saia da internet e vá ler um livro”. Sei que isso é coisa de pais de secundaristas em ano de vestibular, mas a melhor coisa que fiz durante as férias foi voltar a ler com voracidade. E como isso me fez bem!!!
Não que eu seja contra a internet. Longe disso. Sou adepta das novas tecnologias e em especial das facilidades e oportunidades possibilitadas pela grande rede, mas nada é como colocar uma cadeira na área de casa e passar a noite namorando Saramago. Nossa! Delícia! Nada como ter em suas mãos um livro despretensioso de Fal Azevedo e descobrir que você passou a vida toda esperando para encontrar um autor que soubesse falar de “coisas bobas” com tamanha propriedade. Nada como ler livros de jornalismo sem ter a obrigação de fazê-lo. E ler gibi da Turma da Mônica, então? Um deleite!
Em quatro semanas, li quatro livros (quase, ainda não terminei “Ensaio sobre a Cegueira”, mas comecei “Tempo de Contar”, do Jesualdo Cavalcanti... tecnicamente, os dois valem por um - rsrs). Não, não falo isso para me gabar, dar uma de intelectual e dizer que nesse período li mais livros do que muita gente lê em um ano (a Biá deve ter lido uns sete...). Só quero dizer que se reservássemos uma ou duas horas dos nossos corridíssimos dias (será mesmo??) para ler (o que quer que seja ), a vida poderia ser mais prazerosa.
Ah, dica para os mais viciados: o segredo é não chegar perto do computador!
Bjo e saudade!

Um comentário:

dalyne disse...

aff. até que enfim!