quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Mulé é um bicho burro mermo!!


Meninas (sim, esse post é "só pra meninas"), a Larissa (da Federal) fez com que eu descobrisse o mais perfeitos dos sites sobre mulheres burras como a maioria de nós... e, claro, eu não poderia deixar de compartilhar essa felicidade com vocês: http://www.muleburra.com/.





Porque mesmo sendo mulheres inteligentes, espertas, legais, divertidas, bonitas, modernas e descoladas, nós fazemos as mesmas burrices que as avós das nossas avós cometiam. Porque cometer todas as idiotices do mundo, repetidamente (e tendo total consciência de que são idiotices), é natural. Porque equilíbrio emocional é algo que passa longe do modo de vida da maioria de nós. Porque é gostoso fazer essas bobagens. Porque admitir que se é uma "mulé burra" é ser inteligente.



No http://www.muleburra.com/ tem causos, dicas de livros, CDs e filmes feitos sob medida para nós, chat, downloads exclusivos... de rolar de rir! Não tem como não se identificar. É perfeito...



Ah, a parte em que as muleres burras comentam as letras do "Burraldas Greatest Hits" é Ó-TI-MA!!!







Bjo!!




segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Responsabilidade


Eita... quatro "posts" de uma vez... rsrsrsrs. Bem, fazia tempo que não atualizava esse blog e hoje resolvi colocar minhas postagens em dia. Porque? Homenagem ao Isaque.


Isaque é primo da Fran (protagonista do post “Que situação ridícula!!” logo aqui abaixo) e quer ser jornalista. Um menino talentoso. Escreve direitinho, tem estilo, é espirituoso e acabou de entrar na blogsfera (bem-vindo e boa sorte!). Hoje soube que ele é “meu fã”. É o mais novo da lista de meus (agora) nove leitores assíduos.


Fiquei feliz por saber que ele gosta de meus textos, meu jeito de escrever, admira meu trabalho e as “coisas” que publico neste blog. Porém, fiquei intrigada: “Caramba! O que eu escrevo realmente influencia alguém (ou vários ‘alguéns’, não sei)”. Um misto de responsabilidade, vaidade e preocupação tomou conta de mim esta noite.


Quando comecei a tomar gosto por ler e escrever, inspirei-me em uma jovem jornalista que hoje é uma das escritoras juvenis mais lidas do Brasil. O nome dela é Valéria Piazza Polizzi. E seu primeiro livro, “Depois daquela viagem”, conta sua própria história. Narra duas viagens que mudaram sua vida: um cruzeiro, em que contraiu Aids logo em sua primeira relação sexual, e uma viagem para os Estados unidos, onde descobriu que é possível conviver com a doença e ter uma via “normal”. Um livro escrito de maneira quase boba, sem brilhantismo literário, mas que me fez pensar: “é isso que quero para mim. Quero poder fazer alguém ler um livro de 360 páginas em três tardes – e sem ser por obrigação”.


Não que eu esteja achando que o Isaque quer ser jornalista por minha causa. Longe disso. Mas comecei a imaginar que não temos a dimensão do quanto o que fazemos pode contribuir/influir na vida das pessoas. O desânimo que tomou conta de mim nos últimos dias ficou pequeno perto da valorização dada por pessoas como Isaque ao que escrevo (muitas vezes pensando que isso nem tem tanta importância assim). O comodismo, a preguiça, o cansaço também perderam a razão de ser. E isso eu devo a ele.


Isaque, não pensei em uma forma melhor para lhe retribuir que não um sincero “obrigada!!”.


Bjo a todos!!!

Frescura



Às vezes eu me pergunto se alguns de nossos sociólogos, antropólogos, intelectuais em geral têm realmente algo de importante com o que se preocupar.


A mim me parece uma inominável falta do que fazer tentar renomear algumas expressões para que elas se enquadrem no que se diz ser “politicamente correto”.


Exemplo:
Pobre = pessoa vulnerável sócio-economicamente;
Deficiente físico/mental = pessoa portadora de necessidades especiais;
Negro = afro-descendente.


Alguém no Brasil chama filho de japonês de nipo-descendente??? Tá, sei que são contextos distintos, que o racismo contra negros envolve fatores históricos, sociais e culturais, mas em síntese o raciocínio é o mesmo. Chamar de “neguinho” não pode, mas chamar de “japinha” não tem problema. É isso??


Acho que depende mais da forma como se fala algo, o tom que se usa, a expressão facial, o olhar, essas coisas. Posso chamar uma pessoa de pobre sem ofendê-la, mas posso também fazer isso com o intuito de humilha-la. Acredito que deveríamos buscar meios mais sólidos para dar mais dignidade a pobres, deficientes, negros ou quaisquer outros que integram a lista de verbetes do dicionário dos politicamente corretos.


Bjoooooo!!!

Mundo injusto



Sei que a Dane vai reclamar, vai dizer que as coisas não são assim, vai me olhar com aquela cara de “ow, vaaaan”, mas...


Imaginem se o tal do apagão energético desse final de semana tivesse atingido apenas bairros da periferia de Teresina. Haveria tamanha repercussão??? E se o gov. não tivesse ficado mais de 24h sem fornecimento de energia elétrica?? Teria havido tanta notícia em jornal ??? E se o pref. não tivesse perdidos caixas e mais caixas de seus remédios para diabetes (que precisam ser conservados em determinada temperatura)?? Seria tamanha a indignação???


Eu tenho lá minhas dúvidas. Infelizmente, ainda (e acredito por muito tempo mais) se dá mais importância àquilo que prejudica quem tem dinheiro.


Por que ninguém fala do caos dos terminais rodoviários? Eu mesma já cansei de ficar hooooooooooras esperando por um ônibus superlotado, caindo aos pedaços, fedido; e isso sem falar nas estradas esburacadas, irregulares, mal sinalizadas, sem acostamento. Mas o apagão aéreo, ao contrário, desde novembro de 2006 é notícia. E enquanto ele durar, ele o será.


Por que quase não se falou na greve dos residentes do HGV?? Porque quem mais precisa deles é a população carente, ops, “vulnerável sócio-economicamente” (uma nomenclatura pomposa e politicamente correta para pobre – porque os intelectuais dizem que chamar alguém de pobre é ofensa gravíssima). Rico só recorre ao GHV em situações extremas. Tão extremas que sequer consigo imaginar quais.


Sabiam que na maioria dos bairros da periferia de Teresina o fornecimento de energia elétrica é precário ou inexistente? E olhe que eu estou falando apenas de “luz”, sem contar abastecimento d’água, saneamento básico, calçamento e mais uma pequena listinha de demandas dessas comunidades.


Bjooooo!!!

Que situação ridícula !!!!

Uespi fechada... eu olha para a Fran... a Fran olha para mim e:

Fran: “Amoooooor, vamo p xops?”;
Eu: “Vamo, amoooooooor... não, vamo não. Eu tou sem crédito do Setut”;
Fran: “Eu ganhei um monte de vale da prefeitura”;
Eu: “Então, vamo”;
Fran: “A gente vai fazer o que mesmo lá?”;
Eu: “Ah, nada”.
Antes tivéssemos ficado fazendo coisa nenhuma em casa mesmo...


Chegando ao shopping (oh, surprise!), nada de energia elétrica. Pensamos em ir embora, mas a máquina de churros estava nos chamando toda serelepe: “venham, venham”. Antes tivéssemos ido para casa comer biscoito Richester sabor chocolate...


Bruno liga para Fran. Eles tinham marcado de “dar uma volta” (é a nooooova) depois das 16h, quando já teríamos terminado de fazer o trabalho final de Relações Públicas (que não fizemos e remarcamos para as 21h30 – no MSN!!). Porééééém, a Fran estava suada, cansada e (o pior) com uma camiseta da Prefeitura. Bruno ligou e ela disse que seria melhor eles deixarem para se ver só no dia seguinte. Antes ela tivesse dito: “olha, eu estou suja e não muito cheirosa. Melhor a gente se ver só amanhã”...


Eis que quem surge no shopping?? Hein, hein?? Bruno. Nós estávamos de saída, mas ele chegou e não vai ser muito fácil faze-lo não pensar que a Fran deu um bolo nele, que ela não quer nada com ele ou que ela não quer sair mais com ele. Antes ele não tivesse resolvido ir conferir in loco se tínhamos mesmo ido embora como ela havia dito...

A conclusão? Aquele papo de “não é nada disso que você está pensando” pode não ser apenas papo de cafajeste!

Nada mais havia a fazer a não ser repetir (infinitas vezes): “Que situação RÍ-DI-CU-LA!!!”


Bjo!






segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Também odeio joguinho

Eu nem ia postar nada hoje, mas quando vi essa comu (no perfil da Marília Guedes - lá da FSA) senti-me tão menos incompreendida:
"ODEIO JOGUINHO
Tem coisa pior q fazer joguinho?
Tem quem diga:"Vc tem q esperar ele ligar"
"Se faz de difícil, vc não vai fala isso pra ele, né?"
"Ah, assim não, mulher não gosta de homem que pega no pé..."
AIII MEU DEUS, né??? E pra q a gente vai querer conquistar uma pessoa mazoquista?Para amar não existem regras... o importante é ser vc mesmo, não conquistar alguém num jogo! 'Fazer o amor real é expulsá-lo de você pra que ele possa ser de alguém'!" (http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=670920)
Poxa, quer ficar? Então, fica. Não quer? Não fica. Não parece óbvio??? Por quê as coisas acabam se complicando tanto??? Não entendo, não entendo!!
Bjo!
obs: post pra mim hj.. rsrsrs

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

Políticos...


Assis Carvalho e o (encantado) Pronto-socorro Municipal de Teresina, em dois tempos:

I – Antes da definição de que o deputado federal Nazareno Fonteles* seria candidato do PT à sucessão de Sílvio Mendes:

“O Governo do Estado tem todo o interesse em colaborar para a abertura do Pronto-socorro de Teresina, tanto indo buscar recursos junto ao Ministério da Saúde, quanto no que se refere à manutenção do hospital depois de sua inauguração”.


II – Após a definição de que o deputado federal Nazareno Fonteles* seria candidato do PT à sucessão de Sílvio Mendes:

“O PSDB mão vai inaugurar o Pronto-socorro de Teresina – como havia prometido o prefeito Sílvio Mendes, porque utiliza dele como palanque político e vai utilizar novamente para a próxima eleição”.

* Se o candidato escolhido não fosse Nazareno Fonteles, ainda assim isso aconteceria.



Algumas informações...
O Pronto-socorro Municipal de Teresina é o grande elefante branco do PSDB em Teresina. Uma herança que Sílvio Mendes recebeu e pela qual, apesar de sua boa administração em Teresina, deve responder.
Assis Carvalho tem bombardeado a PMT com duras críticas acerca da não abertura do Pronto-socorro (mesmo em eventos promovidos pela própria prefeitura), que é o “calcanhar de Aquiles” da gestão Sílvio Mendes.


Precisa explicar, desenhar ou coisa do tipo??? Políticos... aff!!

Bjo!

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

Identificação

Depois de levar um bolo em pleno sábado à noite, comecei a ler um livro que peguei emprestado da Biá, "Marley e eu" (não era assim o que eu tava pensando para o mu final de semana, mas era melhor do que ficar no MSN com as outras três pessoas que tinham ficado em casa - será que elas também haviam levado bolos??? - ou asistir ao Supercine).
No dia seguinte (domingão, dia de plantão no Ódia)....
"Biááááá´, menina, tou adorando o livro. sei lá, eu me identificquei tanto com o Marley (o cachorro tresloucado, desengonçado, sem noção e atrapalhado que é protagonista do livro)"
"Nossa, Vanessa. O livro é mesmo bom. Mas, em geral, as pessoas se identificam com o dono do cachorro... o que não é o seu caso... isso me faz reprensar aquele negócio de que você não é uma macaca"
(!!!)
Poooooooooooooooxa, Biaêi, não precisava ter dado uma de Eduardo, né? Eu tou começando a tomar jeito (ao menos eu quero acreditar nisso - rsrsrs).
Bjo (depois posto alguma coisa menos "um minuto de informação inútil")!!!

domingo, 18 de novembro de 2007

Ai, que meda!!!

Porque conversa de MSN também pode ser coisa séria
Vanessa!! "...o que obviamente não presta sempre me interessou muito..." diz:
ei, fran, como c tah?
FraN __ " When I'm weak I draw strength from you" FOR U NINE diz:
Oláaa, estou bem.. ker dizer, bem desesperada. e vc?
Vanessa!! "...o que obviamente não presta sempre me interessou muito..." diz:
tou bem. desesperada pq ? deixa eu chutar.. tcc
FraN __ " When I'm weak I draw strength from you" FOR U NINE diz:
Ahannnn. parece q nda eu consigo fazer direito. E antes era tão fácil. qdo vc tah pra se formar parece q a pressao eh giganteeeeeeeeeeeeeeee msm q ninguem fale nda
FraN __ " When I'm weak I draw strength from you" FOR U NINE diz: E tem tanta gente boua q acaba naum tendo oportunidade. eh esse meu medo
Vanessa!! "...o que obviamente não presta sempre me interessou muito..." diz:
qdo vejo meus colegas q se garantem morrendo aki no piaui... eita.. é de lascar
FraN __ " When I'm weak I draw strength from you" FOR U NINE diz:
aih deus. q medo
Vanessa!! "...o que obviamente não presta sempre me interessou muito..." diz:
ótima conversa p se ter a essa altura do campeonato... kkkkkkkkkkk
Ótima mesmo. Pensei tanto em minha vida, meus estudos, minha carreira, meu futuro (e meu presente) depois desse papo com a Francinie (uma amiga que mora em São Miguel do Iguaçu – PR, fronteira com o Paraguai – tenho muita coisa legal sobre ela para contar depoooois pra vocês).
A gente traça metas, faz planos, pensa em todos os detalhes, todas as possibilidades... e de repente vem um monstro chamado mercado, outro chamado inexperiência e mais um conhecido como insegurança e bagunçam tudo. Eeeeeeeeeita!!!
Eu, por exemplo, já tenho minha vida profissional definida: do ‘Ódia’ para ‘O Povo’; de ’O Povo’ para ‘Jornal do Commércio’; de ‘Jornal do Commércio’ para qualquer jornaleco do sudeste ou do sul do país; e, finalmente, de lá para uma revista (sem preferências – sendo revista, já seria o início de minha realização). E isso se eu não passar no curso para trainee da Abril (soooooooooooooooooonha!!!) =)
A Fran também deve saber bem o que quer em relação à carreira profissional dela (somos muito parecidas, em quase tudo – inclusive nisso), mas tem coisas que não dependem unicamente de nós, da nossa força de vontade, da nossa garra (por mais que isso conte muito).

Quando penso que gente super talentosa como Natacha Maranhão, Fábio Lima e Marco Vilarinho (pessoas que admiro e cujo trabalho acompanho diariamente - quase que babando) continuam no Piauí, começo a achar que esse pode ser meu destino. Não que me compare a eles... apenas imagino que conquistar espaço lá fora talvez seja ainda mais difícil do que eu venho imaginando.

Não há nada mais desesperador do que isso. E também não adianta achar que “se nada der certo, eu viro hippie” (especialmente no meu caso... não levo o menor jeito para fazer pulseirinha).


Boa sorte, Fraaaaaaaaaan!!!

Bjos a todos!!!



sexta-feira, 16 de novembro de 2007

Boa notícia!!!

"Teresina terá um fim de semana com temperatura elevada (não diga!!!), com possibilidade de pancadas de chuvas (tu jura???) apenas nesta sexta-feira (16) (eu du-vi-dê-o-dó), de acordo com previsões do Instituto Somar de Meteorologia atualizadas e divulgadas hoje às 8h30. Nos próximo três dias a temperatura na capital vai oscilar entre 39° C e 40º C (que beleeeeeza!!)." (Lead Ctrl C+Ctrl V do sítio da CCOM - atentem para a ausência das vírgulas e dos "esses"... eeeeeeeeita)
Gente, é sério, eu vou derreter.. e não vai demorar muito! Até lá, fica o convite: que tal um mergulhinho na Curva São Paulo??? Meu soooooonho!!!

Ah, mais um convite: planejando passar o carnaval em Salvador.. alguém se habilita a ir comigo??? = )
obs: Lu, valeu pelo banner!! Ficou liiiiindo!!
Bjo!

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

"A gente junto é muito bonito"


Porque amigos são a família que pudemos escolher...
Porque por eles a gente passa a madrugada no HGV...
Porque com eles a gente se perde na zona leste "sem maiores transtornos"...
Porque são eles que fazem a gente rir das coisas ruins, chorar com as coisas boas e tirar forças nem sei de onde para superar os problemas...
Porque com eles toda hora é hora para papear sobre besteiras, discutir coisa séria, falar mal da vida alheia....
Porque com eles até quando chove na praia a gente acaba se brozeando...
Porque nem os lanches no "sucão" têm a mesma graça sem eles...
Porque eles podem até falar as maiores atrocidades para você e ainda assim tudo isso parece muito normal (intimidade é mesmo uma desgraça)...
Porque as frentes dos palcos não fazem sentido sem eles...
Porque as músicas, os lugares, os cheiros, os sabores, tudo faz lembrar deles...
Porque amigos existem para invadir a sua vida sem que você se incomode com isso...
Porque "a gente junto é muito bonito"!!!


Sei que na verdade temos poucos AMIGOS pra valer, poucas pessoas com quem realmente podemos contar, mas se temos, que elas saibam o quanto são importantes para nós... Porque dizer "eu te amo" para um amigo não tem preço!!!

AMO: Lívia, Dane, Xico.. e na foto ainda faltam Karlotinhazinha, Lyghia Maria, Juan, Narcísio, Biá, Lucas, Douglas, Ana Régia e mais uma cambada de gente que mora no meu coração!!

(acordei apaixonada por meus amigos hoje... rsrsrs)

Bjo!!

Ô, raça!!

Prometi que falaria menos em jornalismo e política... maaaaaaaas
(Essa eu roubei do Orkut da Jordanazinha)
"Os mandamentos de um jornalista:
1º Não terás vida pessoal, familiar ou sentimental;
2º Não verás teu filho crescer (né, Nat, Kat, Eliz...?);
3º Não terás feriado, fins de semana ou qualquer outro tipo de folga;
4º Terá gastrite, se tiver sorte. Se for como os demais, terá úlcera;
5º A pressa será teu único amigo e as suas refeições principais serão os lanches, as pizzas e o Fast food (destaque para o cachorro-quente do Braga);
6º Teus cabelos ficarão brancos antes do tempo, isso se te sobrarem cabelos;
7º Tua sanidade mental será posta em cheque antes que completes 5 anos de trabalho;
8º Dormir será considerado período de folga, logo, não dormirás;
9º Trabalho será teu assunto preferido, talvez o único (já sofro desse mal);
10º A máquina de café será a tua melhor colega de trabalho, porém, a cafeína não te fará mais efeito;
11º Terás sonhos, com entrevistados, e não raro, resolverás problemas de trabalho neste período de sono (se o entrevistado for o Fernando Haddad, não tem problema);
12º Exibirás olheiras como troféus de guerra;
13º E, o pior... Inexplicavelmente gostarás."
E não é que é verdade?? Jornalistas... ô raça!!!
Bjoooooo!!

terça-feira, 13 de novembro de 2007

Tratamento de choque


Como educar um filho meio “desastrado” (baseado em fatos reais):

Starring: Ed Zee (senhor Natacha Maranhão) e Sabrina Bjork (filha "anã" da Nat)

Após Sabrina derramar os copos de café, suco e refrigerante 'ao longo de um longo dia', Edd Zee 'resolve resolver' o problema:

Ed: Sabrina, você é um ser humano e não uma macaca. Se eu der um copo para uma macaca, ela vai derramar tudo o que tem dentro. Mas você não é uma macaca. Você é uma mocinha de cinco anos...

Sabrina: mas, papai, é sem querer..

Ed: não, Sabrina. Quem faz as coisas sem querer é macaco; você é um ser humano.

Educativo, não? Talvez a falta de um papo sério e sincero como esse aos cinco anos tenha feito eu me tornar o pequeno monstro desastrado que eu sou hoje. Sempre disse que a culpa não é minha... descobri agora que a culpa é do meu pai. Da falta de coragem de ele sentar frente a frente comigo e deixar bem claro que eu não sou uma macaca.

Kkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Post só para frescar com a Nat mesmo...

Bjo especial para o Diego, que agora só me trata carinhosamente por “Macaca” (intimidade é uma desgraça mesmo)

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

Dia difícil

Dia difícil. Muito difícil mesmo.
Sabe quando você descobre que não é tão forte quando pensa? Que as pessoas que você ama não são à prova de toda sorte de fatos que possam fazer de você a pessoa mais impotente do mundo?
Choro.
Dor.
Correria.
Tontura.
Todo o dia sem comer.
Aflição.
Todo o dia querendo escrever.
Telefonemas.
Dos males, o menor.
Agora tento redigir qualquer coisa e sequer isso consigo fazer; sequer consigo fazer aquilo que mais me dá prazer.
Melhor tentar dormir. Tentar deixar a mente e o corpo descançarem.
Amanhã eu tento novamente. Tento falar não apenas sobre o acidente da pessoa para quem digo todos os dias "miga, eu te amo", mas sobre tudo o que neste momento me impede de conseguir escrever.
Bjo e continuem orando pela Karla...

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Tão previsível...



Vanessa!!! “... aumeeeeeeeeeeeeenta, seu churuuuuuuuuuuu...”diz:
Tiiiii, acabei de entrevistar o Valter Pomar.. o cara é massa, se garante demais
Tiago Iglesias diz:
o que é da esquerda do PT?
Vanessa: !!! “... aumeeeeeeeeeeeeenta, seu churuuuuuuuuuuu...” diz:
é. O que vai concorrer à presidência nacional do partido...
Tiago Iglesias diz:
mas ele não ganha não, né?
Vanessa: !!! “... aumeeeeeeeeeeeeenta, seu churuuuuuuuuuuu...” diz:
claro que não. Ngm tira do Berzoine...
Tiago Igleisias diz:
claro que não...
Vanessa!!! “... aumeeeeeeeeeeeeenta, seu churuuuuuuuuuuu...” diz:
depois dizem que política é imprevisível... rum um um.. coisa nenhuma.. tudo jogo de cartas marcadas
Tiago Iglesias diz:
dinheiro

Alguém duvida que o Ricardo Berzoine vai ganhar as eleições da presidência nacional do PT?
Alguém duvida que ninguém vai perder mandato porque mudou de partido?
Alguém duvida que o Renan Calheiros vai se eleger a qualquer cargo que ele venha a se candidatar nas eleições de 2010?
Alguém duvida que o Mão Santa vai se reeleger senador (nooooooooossa, gosto nem de pensar nisso)?


INFELIZMENTE, e podem chamar de conformismo (eu chamo isso de ver a política - ??? - sem romantismo – tah, talvez com um pouco de resignação), mas quem tem poder (político, econômico, seja lá qual for) ainda tem, na maioria dos casos, mais “força” do que quem tem dignidade. Quando isso vai mudar (e isso SE mudar)? IMPREVISÍVEL...

Aaaaaaaaaaaaah, essa ao menos eu não sabia: o candidato do PT à presidência da República em 2010 é candidata... Dilma Russef (ministra-chefe da Casa Civil). O Valter Pomar não quis dizer com todas as palavras, mas para meio entendedor...

obs: O papo com o Valter Pomar, apesar de ele ser meio bruto e um tanto arrogante, foi muito legal, muito mesmo. Discordei de quase tudo que ele disse (aquilo nem parecia entrevista), mas adoreeeeeeeei!!! Fica para um post futuro.

Bjos especiais para Dane e Hugo, os dois leitores que mais 'se apetecem' desse blog.. kkkkkk

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Pronta para outra!

(Prometi que não faria mais do meu blog um diário virtual, mas... foi irresistível. Preciso compartilhar esse momento – apesar de apenas meus amigos mais próximos poderem ligar o post ao fato)

Sabe quando você se liberta de algo?? Mas falo de algo que lhe prendia há vários meses.. sufocava.. estressava.. agoniava.. perturbava... e um belo dia você se dá conta de que tudo era besteira??

Sabe quando você descobre que a culpa não foi sua?? Tá, parte da culpa foi sua, mas uma parte bem menor do que o que diziam seus amigos ou do que você dizia para você mesmo... sabe quando você percebe que não há culpados, nem culpa, nem ‘culpantes’??

Por mais que você fique com raiva, pensando que perdeu zilhares de horas da sua vida com algo inútil, o alívio de sentir-se sem tal "fardo" é revigorante (a ponto de você ter disposição para fazer tudo de novo – rsrs). Você passa a conhecer (mais que isso, passa a sentir) o que quer dizer a expressão "pronta para outra!". Parece que as coisas ficam mais bonitas, que as pessoas ficam mais interessantes, que os dias passam a ter mais graça... que você está mais interessante e cheia de graça.

Feliz, feliz, muito feliz... e viva o 5 de novembro, Dia Internacional da Libertação da Vanessa!!!

Bjooooooooo!

domingo, 4 de novembro de 2007

Destino: Venezuela ou Paquistão

Destino: Venezuela ou Paquistão

É impressionante como para os jornalistas vale a máxima de “quanto pior, melhor”. A Venezuela com uma proposta de Constituição que é uma brincadeira (de mal gosto) com qualquer pretensão democrática e o Paquistão com estado de exceção instalado... putz!! Porque eu não estou em nenhum desses lugares?


Venezuela:

Entre as propostas do doido, digo, do Chavez (já aprovadas pela Assembléia Nacional) estão a possibilidade da reeleição indefinida do presidente e a volta da figura do "estado de exceção" em condições de grave risco para o país, a prévia censura à imprensa, a possibilidade de configurar um novo ordenamento territorial, a jornada de trabalho de seis horas, um novo conceito de propriedade, incluindo a estatal, a social, a comunal e a popular. Há certas propostas de Chavez só vistas em algumas legislações alemãs e italianas em tempos do nazi-fascismo.

Paquistão:

O presidente Musharraf impôs o estado de exceção (há apenas dois dias e cerca de 500 de seus opositores foram presos sem uma denúncia formal sequer), alegando que extremistas estão à solta impunemente no Paquistão e que, se nenhuma ação firme for tomada, o país estaria em perigo. A Constituição foi suspensa, a Suprema Corte foi cercada por tropas e o presidente do tribunal, Iftikhar Chaudhry, foi substituído (cabia ao Tribunal decidir se Musharraf poderia ser candidato ocupando o cargo de comandante do Exército).

Já pensou se vira moda?? Se os presidentes resolvem outorgar constituições sempre que lhes der na cabeça e de acordo com suas conveniências?? Se as autoridades resolvem decretar estado de exceção em todos os países onde há pessoas nocivas à sociedade soltas impunemente??

Eu só sei que para jornalistas Venezuela e Paquistão atualmente são quase o paraíso, duas fontes infinitas de prazer... afinal, como diz o ditado, “desgraça pouca é bobagem”.

bjo!!!

quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Pela descriminalização do aborto

Pela descriminalização do aborto

Por que nem tudo que se conversa em corredor de Universidade é besteira...

Outro dia eu conversava com uma colega sobre o motivo de a discussão sobre a descriminalização do aborto ainda não ter chegado às grandes mídias, aos bancos de praça, às portas de prefeituras... conclusão imediata: quem sofre com aborto é pobre. Pode parecer uma visão simplista (e realmente o é), mas a menina de classe média alta faz aborto em uma clínica bacana e, por uns R$ 2.000, “tira o menino” com “segurança”. Já a coitada da favela faz aborto em qualquer espelunca (isso quando não faz aquelas receitas caseiras e perde o filho no sanitário de casa) e nas mais precárias circunstâncias.

Temos de deixar de ser provincianos (sem querer ofender as convicções morais - ?? – de quem quer que seja) e observar que ninguém deixa de fazer aborto porque é crime. As pessoas desistem de fazer interrupções de gravidez por não terem dinheiro, por medo, mas não porque a legislação proíbe.

A discussão do aborto deve ser tida como caso de saúde pública. É algo acima “daquele papo feminista” de defesa da liberdade individual de a mulher decidir o que faz com o seu próprio corpo. Com a descriminalização, ninguém é abrigado a abortar. Porém, aquelas que acham que é melhor não ter o filho podem fazê-lo em condições adequadas. Claro que, paralelamente a isso, têm de ser reforçadas as ações voltadas para a educação sexual, para a prevenção de gravidezes indesejadas e para o controle de natalidade.

Todo mundo fala que os maiores problemas do Brasil são falta de investimentos em educação, corrupção... mas quase ninguém critica o fato de as grandes questões sociais não serem discutidas no seio da (oras!) sociedade. Tá, sei que o Brasil segue um regime político representativo e que é para isso que servem os parlamentares e gestores públicos. Entretanto, isso não quer dizer que se deva restringir as grandes decisões nacionais a apenas essas pessoas. “Assim não vai”...

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Patético

Patético
Natacha Maranhão escreveu muitas das melhores matérias que já li. Sempre digo que ‘quando eu crescer, quero ser igual a ela’. E digo isso não apenas pelo brilhantismo das reportagens especiais que ela escreve para a ‘piauí’ (melhor revista de jornalismo literário do Brasil) ou no ‘Overmundo’ (site de cultura brasileira mais conhecido do país), mas pela competência que tem para transformar qualquer assunto (velório, campanha de vacinação, seminário sobre legislação de trânsito) no texto mais delicioso que alguém poderia redigir.

Para minha surpresa, um perturbado (sim, isso é um pré-julgamento... mas uma pessoa dessas não pode ser normal) chegou hoje à redação chamando a Nat de IRRESPONSÁVEL, VENAL E COMPRADA. Como assim, doido??

Ela fez uma matéria sobre clínicas de hemodiálise. Um de seus entrevistados, Rubens Nery Cota, referência nacional em nefrologia, criticou uma clínica de Picos. A Nat não citou o nome do tal estabelecimento; sequer deixou a entender (nas entrelinhas, mensagens subliminares ou sinais de fumaça) que se tratasse da clínica do "perturbado". Mas a carapuça serviu e ele se deu ao trabalho de viajar de Picos a Teresina tão somente para ofendê-la.

Que diabos é isso??? Ninguém tem o direito de fazer o que ele fez com ela. Foi infundado, constrangedor e gratuito. Patético!!!

domingo, 21 de outubro de 2007

Banalização

Banalização

É incrível a capacidade que certas pessoas possuem para banalizar as coisas. Outro dia, eu vi em um portal de notícias (daqui de Teresina, mas isso não deve ser exclusividade nossa) a seguinte ‘enquete’:

‘Você acha que a crise no Democratas prejudicará o partido nas eleições 2008:

( ) sim;
( ) não;
( ) não sei/ não opino.’

NÃO SEI/ NÃO OPINO???? Faço minha a célebre frase de Edson Costa: “Como assim, doido????”. Uma coisa é uma pesquisa em que você é interpelado a responder a algo. Nesse caso, você pode soltar um “não sei” ou um “não opino”. Mas você se dar ao trabalho de participar, por vontade própria, de uma enquete para dizer: “não sei/não opino” é idiotice.

Enquete é um modo interessante de se conhecer a opinião pública (ou ao menos de alguns segmentos dela). Mas é preciso saber utilizar um instrumento como esse; tanto quem as elabora, quanto quem delas participa. Se não sabe, então fica quieto. Se não quer opinar, então não clica em alternativa alguma. Não é simples? Ou será que eu é que vejo as coisas meio fora do lugar???Eu vejo cada uma...



Tou ‘puta’ hoje... rsrsrs.

Bjos!!

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

A prática e o discurso



O discurso e a prática




Às vezes me pergunto por que tenho uma assinatura da Veja. Nunca leio as matérias de política porque são nojentas. Por outro lado, acho que seus textos e sua diagramação são os melhores dentre as revista semanais de atualidades. Mas é quando leio entrevistas como a que o ministro (e gato, muito gato) Fernando Haddad, da Educação, concedeu a Mônica Weinberg (edição 2.030) que me convenço de valer a pena pagar para receber a revista.

Algumas do Haddad:
“Um problema evidente é o dogmatismo que chega a algumas salas de aula do País. Ele exclui da escola a diversidade de idéias sobre a qual ela deveria estar apoiada. A obrigação da escola é formar pessoas autônomas, capazes ”.

“É preciso ressaltar que a educação no Brasil pena com algo mais básico, que é o despreparo dos professores. Temos um grande défict de pessoas realmente capacitadas para educar nossas crianças”.

“As melhores escolas do Brasil têm professores com base do mérito e não em política. é básico, mas ainda raro no Brasil”.

‘Temos de criar incentivos para que as pessoas se interessem por essas carreiras, como distribuição de bolsas de iniciação científica e cursos profissionalizantes”.

“Houve uma vulgarização da greve no ensino, e isso não nos ajuda. Precisamos ser pragmáticos para vencer nossas evidentes fraquezas em sala de aula”.

“Temos um problema sério: a Universidade brasileira não produz conhecimento que interessa ao mundo real”.

‘Uma praga da qual precisamos fugir é a da descontinuidade das políticas públicas. A cada novo governo, tudo muda e lá se vão anos de trabalho pelo ralo”.


O discurso, senhor ministro, é muito bonito (tanto quanto o senhor), mas por que todo esse falatório ainda não saiu do papel? O Fundo para o Desenvolvimento da Educação (FDE) foi lançado em maio e até agora naaaada. Se quem tem fome tem pressa, com analfabeto e desempregado não é diferente. Enquanto isso, a gente se concola com o fato de finalmente haver um ministro da educação ao menos sensato no Brasil. Mas só isso não é suficiente.

Em tempo, leiam a entrevista na íntegra. Vale a pena. Também recomendo que leiam, na mesma edição de Veja, o artigo “Falsos estágios ?”, de Cláudio de Moura Castro, um economista que entende mais de educação que muitos ministros que o Brasil já teve.

P.S.: falando tão sério hoje... rsrsrs

Bjos!

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

“Pede pra sair, porra!”

“Pede pra sair, porra!”

Conheci o significado da palavra dualidade quando saí do cinema no último sábado. Marafolia bombando em São Luís e eu vendo Tropa de Elite (direção José Padilha). Foi irresistível. Como irresistível é a sensação de tentar descrever o que esse filme provoca no espectador. Impossível ficar indiferente a Tropa de Elite. Pior que isso: impossível ter um sentimento uno em relação ao longa. E esse é seu maior mérito.

A atuação de Wagner Moura como capitão Nascimento, o protagonista, é irrepreensível. Brilhante mesmo. Poucas vezes vi uma personagem tão humana e tão cruel ao mesmo tempo. Acho que essa era a idéia: deixar o espectador atordoado, impedí-lo de tecer teses quaisquer acerca do filme, de tachar as atitudes nele mostradas como corretas ou erradas. Uma dualidade angustiante.

Como é possível admirar e abominar, concomitantemente, as pessoas que compõem o Bope? Só assistindo a Tropa de Elite para saber. Como ficar apavorado com a prática de tortura que os ‘caveiras’ utilizam e ao mesmo tempo criar a esperança de que oferecendo aos policiais melhores treinamentos e salários se daria um passo para acabar com essa guerra em que se vive? Só vendo Tropa de Elite.

Mesmo no dia seguinte, mesmo à beira-mar, mesmo com muita fome, não falávamos (Ligia, Laura, Bruna, Nivton – meus comparsas de feriadão em São Luís – e eu) em outra coisa. Parecia que discutir a truculência do Bope, a ineficiência da PM e a incompetência do poder público tinham virado nossos únicos assuntos. Tudo acabava nos levando a falar sobre o filme. Até as repetições de “Moleque. Tu é um moleque” e de “Pede pra sair! Pede pra sair!” apareciam “do nada”. Acho que, na verdade, nenhum de nós tinha conseguido se dar conta de quão real era toda aquela ficção.

Vá ao cinema
É só uma dica... Sei que vocês já assistiram, já viram trechos, já leram algo, já conhecem a história de Tropa de Elite “indo e voltando”, mas nada é como cinema. Não sou contra a pirataria (ao contrário, mas isso fica para um outro post), apenas acho que vale a pena pagar um pouquinho a mais pelo turbilhão de sensações que só a telona e o escurinho ajudam a criar.
Bjooos!!!
ah, vou tentar voltar a blogar pra valer, tah?

Coisas que só o Lucas faz por você!


Coisas que só o Lucas faz por você:

Comprar creme de galinha e pedir duas colheres porque sabe que você vai acabar comendo mais que ele;

Criticar você sem o menor pudor ou piedade – isso inclui chamar você de “baranga” nas horas mais impróprias (porém, com toda a razão);

Abandonar a Marcela para passar o sábado todo (todo mesmo) com você;

Deixar seus outros amigos mortos de ciúmes com tantos “abraços e carinhos e beijinhos sem fim” (né, Douglas???);

Tratar você como se fosse uma mongol no meio da rua para lhe preservar de “motoristas perturbados e fascínoras”;

Falar ‘sibilando’ (esssssssssstudar, gossssssssstar) sem nunca ter passado perto de um local onde as pessoas falem assim;

Brigar com o irmão mais novo porque ele comeu os chocolates caros que (caso o “menor” não tivesse comido) seriam seus;

Acompanhar você até a beira-rio (odiaaaaaaaaaaando) apenas para você matar a vontade de “molhar as canelas”;

Procurar promoções alucinadamente;

Fazer você caminhar (uns 15 minutos por volta das 14h !!!!!!!) até a casa dele – sem as chaves e sem saber se tem alguém lá;



A Karla Maria Josephine diz que amigos não devem ser “ranqueados”. E realmente seria uma tarefa muito injusta lista-los, independentemente do critério utilizado. Saber que há pessoas inegavelmente presentes em nossa vida, que pertencerão a nossas lembranças mais bobas e gostosas é suficiente para saber o quanto elas (nos) são especiais.

P.S.: esse post está escrito desde o feriado do dia 07 de setembro.. mas o Lucas não liberava uma foto em que ele não estivesse "abarangado", então... foi o jeito roubar uma foto do Orkut mesmo (lindoooooooooo !!!).

domingo, 30 de setembro de 2007

Mundo cruel

Mundo cruel


Rafael, vascaíno doente: “Vascooooooooooooo”;

Vanessa, flamenguista sofredora: “eu vi o jogo. O Vasco deu sorte... num é todo time que joga mal e faz três gols”;

Rafa: “jogar bem não é jogar bonito. Futebol é um esporte de resultados”.



Desde que a Copa do Mundo feminina de futebol começou (láááá na China), não se ouviu falar em outra coisa sobre o mundial (aqui no Brasil) que não o quanto o futebol das brasileiras é bonito, alegre, festivo, irreverente. Com uma campanha invicta, Marta e companhia chegaram à final com cara e jogo de campeãs. Mas futebol é esporte de resultados. Não adianta jogar bonito, ganhar todas as partidas e perder a decisão do título. Ainda não inventaram o troféu “Perdeu, Mas Jogou Melhor”. Cruel, isso.

O futebol bonito do Brasil não resistiu à truculência das alemãs. Sem o brilhantismo dos jogos anteriores, Marta (a cara e o coração da equipe - além de atual melhor jogadora do mundo, segundo a Fifa) perdeu até pênalti. Resultado: 2 a 0 para a Alemanha. É.. odeio quando o Rafael tem razão... Cruel, isso.

A seleção de Marta (eu também odeio essas ‘personificações’, sei q ela não joga sozinha, mas acho que nesse caso cabe) já é um divisor de águas na história do futebol feminino brasileiro, colocou o Brasil entre as melhores seleções do mundo (apesar de toda a falta de estrutura, de apoio e tudo o mais que se puder imaginar), foi a primeira a estar em Copa do Mundo, é campeã pan-americana. Mas se os dirigentes não quiserem colaborar, isso não poderá ser concretizado em ganhos reais – e não falo apenas de dinheiro... Cruel, isso.

Hum... eu só espero que elas não adquiram a síndrome de vice... não virem um timinho fuleiro que nem o Vice da Gama, que sempre nada e nada para morrer na praia (essa parte não tem nada a ver com o resto do post... mas eu não iria perder a oportunidade de frescar com o Vasco - rsrs)


Em tempo, essa é a escalação das titulares:

Andreia;
Elaine;
Aline (Kátia - ??);
Tânia (Pretinha);
Renata;
Ester (Rosana - ??);
Maycon;
Formiga;
Daniela;
Marta;
Cristiane.

Ah, e o (pobre – ou não) técnico: Jorge Barcellos

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

A Payssandu tem dessas coisas

A Payssandu tem dessas coisas

Passando por uns daqueles tradicionais prédios da Payssandu (calma, gente, eu só tava indo ao Setut fazer minha peregrinação mensal de lisa não motorizada), por volta das 16h30 de ontem (25), deparei-me com prostituas, policiais e dezenas de curiosos:

Vanessa: "Moço, o que é que tá acontecendo?"

Seu Moço 1 – o mal informado: "Nem sei, minha filha. Tava passando, vi o tumulto, mas ainda não entendi"

Seu Moço 2 – o cheio de detalhes: "’Agorinha’, aquele cara de camisa branca com manga cor de laranja tava fazendo programa nesse prédio aqui atrás com aquela moça de branco, aquela que tá bem ali perto do camburão (é o nooooovo!). Quando ele tava indo embora e foi pagar pelo serviço, a mulher percebeu que ele tinha 800 reais na carteira. Daí, na hora que ele chegou aqui em baixo, eu só vi umas cinco ou seis mulheres partindo ‘pra’ cima dele, dando porrada, pegando o dinheiro..."

Vanessa: "Putz"

Seu Moço 2 – "Ele tinha até agarrado umas três, mas não deu conta das outras. A polícia vinha passando na hora, mas as que pegaram o dinheiro fugiram"
Vanessa: "Coitado!"

Seu Moço 2 – "’Se lascou!’ E eu acho é bom. Vai ter de honrar o resto do mês nem sei como. Bem feito ‘pra’ deixar de ser vagabundo"

Atentem bem (parafraseando vocês sabem quem) para a presença do famoso '3Q-COP' na fala de Seu Moço 2: Que, Quem, Quando, Onde, Como, Porquê. Isso é quase uma matéria jornalística. Talvez ele precisasse de um vocabulário mais rico, de um pouco mais de estilo, e um pouco menos de opiniões, mas isso é coisa que acontece com muitos jornalistas piauienses (aliás, não apenas com os piauienses). Vai ver que é por isso que todo mundo acha que entende de jornalismo...

Bjo!

segunda-feira, 24 de setembro de 2007

Coisas de Ciro

Coisas de Ciro









Desbocado, polêmico, muitas vezes incoerente. Ciro Gomes (deputado federal – PSB-CE; esse mesmo, o marido da Patrícia Pillar) é assim. Mas não é apenas isso. Quem assistiu à palestra que o "menino prodígio da política nordestina" ministrou em Teresina na última sexta-feira (21) "das duas, uma" (acho essa construção frasal tão interessante.. rsrs): ou ficou impressionado com o quanto ele é preparado ou deu graças a Deus por ele ter feito uma palestra-relâmpago envolvente e até engraçada.
Eu sou do grupo dos que ficaram impressionados com a capacidade que Ciro Gomes tem de discorrer sobre qualquer assunto. Ele não fica no "achismo", fala com propriedade. Não sei se votaria em Ciro Gomes para presidente em 2010. E isso não importa neste momento. Não falo do Ciro pré-candidato. Falo do Ciro pintado pela mídia como vilão, o Ciro que pode ser arrogante, explosivo, prepotente, inconseqüente.
Apesar de ir contra a diplomacia que aqueles que vivem no meio político devem ter, acho admirável que ele seja espontâneo e fale aquilo que muitos têm vontade de dizer e "não podem" (e isso independe de considerar esse jeito não afeito a meias-palavras como sendo algo positivo ou negativo).

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

Mangia che te fa bene!!

Mangia che te fa bene!!


Balacubana:
"Ex-amante acusa senador de envolvimento com lobista".
Lombo canadense:
"Oposição pede a cassação de Renan Calheiros".
Peperone:
"Pressionado, Renan diz que é inocente e que não renunciará".
Quatro queijos:
"O presidente do Senado, Renan Calheiros, manteve-se no cargo por
40 votos contra e 35 a favor de seu cassação, além de seis abstenções".

Eu tenho provas contra o Renan (tá todo mundo íntimo dele)? Não. Analisei os recibos e notas apresentadas em sua defesa? Não. Eu ao menos sei exatamente o que quer dizer ‘quebra de decoro parlamentar’? Não. Mas sei que votação secreta é um abuso!!! Fala-se tanto em "transparência", "controle social"... a sociedade foi espancada com tamanha covardia.

Acho também que a permanência de Renan Calheiros como presidente do Senado pode significar três coisas: 1. nossa democracia anda longe do tal processo de amadurecimento; 2. barganha política salva quem quiser da acusação que for; 3. dinheiro compra a redenção de quem quer que seja (ou alguém duvido que possa ter havido um "mensarenan"???).

Mas meu "achismo" pouco importa. Tudo acaba em pizza mesmo. Sem minha fatia, só me resta não levar nada disso muito a sério (minha vida já é suficientemente estressante). Comodismo, conformismo? Talvez... eu não sou de ferro.

Melhor tentar votar direito ano que vem.

Ah, nessa história toda eu não sei mesmo é se admiro ou tenho nojo da esposa de Renan Calheiros.

Bjos!

domingo, 2 de setembro de 2007

Parada GLS de Teresina, só tem S

Parada GLS de Teresina, só tem S




(...)

“Nós vamos para a parada gay, nós vamos para a parada gay”, gritávamos, serelepes (sempre quis escrever essa palavra neste blog), enquanto saíamos em bando pelos corredores da Universidade.
(...)

Não vou negar quequando resolvi participar da VI Para


da do Orgulho de Ser de Teresina eu estava pensando em quão divertido seria, pensando em cantar “I will survive” com todas as minhas forças e pensando na foto que tiraria com uma drag (aliás, não consegui - bleargh) para colocar no MSN e/ou no Orkut.

Realmente me diverti, cantei (não só “I will Survive”, como “Y.M.C.A.” e “It’s raining men” e tudo mais que eu tinha direito)... mas fiquei passada com o fato de as pessoas na rua estarem chocadas com a Parada. Como assim? Em que mundo nós estamos?
A gente tá vivendo no século XIX e esqueceram de me avisar?

Talvez o pequeno o número de homoafetivos participando do fuá, digo, da Parada tenha sido resultado de tanto preconceito. É muito mais fácil seguir uma parada pela diversidade sexual quando se é hetero. Já haviam me dito, e eu pude comprovar, que a parada GLS (digo, GLBTT – Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transgêneros) de Teresina só tem ‘S’. Das 10 mil pessoas que os organizadores disseram estar presentes, ao menos metade era de simpatizantes ou homoafetivos que não têm coragem de ‘se declarar’ gays.

Uma pena! Ainda somos tão provincianos...
Obs : foto - Diego Iglesias

Bjos!




sexta-feira, 31 de agosto de 2007

Baseado em fatos reais

Baseado em fatos reais



Uma história (real) contada com parcialidade, em quatro atos:

Amor e ódio
Egocêntrica e Incoerente acabam de se conhecer. Viram melhores amigos do mundo, quase que desde o berçário. Brincadeiras, bilhetes, pizzarias. Todos pensam que eles namoram ou que, no mínimo, “se gostam”. O egocentrismo dela e a incoerência dele batem de frente. Os dois brigam. Fazem as pazes. Brigam de novo, brigam por qualquer motivo. Tudo entre eles anda estranho. Indiretas, implicância, aversão. Viram quase inimigos de toda a vida. A guerra é declarada. Ela não tá nem aí para ele. Ele, quer que ela morra.

A indiferença
Geniosa, agora namorada do Incoerente, torna-se grande amiga da Egocêntrica. O Incoerente pensa que esta ficou amiga daquela para atingi-lo (quem é o egocêntrico aqui?). O Incoerente também pensa que a Egocêntrica disputa a atenção da Geniosa com ele. A Egocêntrica realmente não o suporta, mas gosta, confia e se diverte muito com a namorada dele. São A-MI-GAS, oras! O fato de o Incoerente ser namorado dela é mero detalhe. Ele perde o tempo (e desgasta o namoro) brigando com a Geniosa por causa da Egocêntrica. Acho que ele se importa e se incomoda mais do que deveria com ela e menos do que precisa com a namorada. Ciúmes bobos. A Egocêntrica, ao contrário do que o Incoerente pensa, não perde horas planejando formas de destruir o namoro dele ou de destruir sua vida. A Egocêntrica, simplesmente, não se importa com ele (será tão difícil de entender?). E a moça continua gostando, confiando, divertindo-se e sendo amiga da Geniosa.


A distância
As brigas entre Incoerente e Geniosa continuam. E elas sempre acabam no mesmo ponto: a Egocêntrica. Perda de tempo! Isso é falta de motivo para briga. Ele, joga na cara dela que ela prefere as amiguinhas a ele. Ela, não acha justo ter de abrir mão de suas amizades por uma briga da qual ela não faz parte. Tá certa, ela. Mesmo evitando, as duas se afastam. A Egocêntrica passou a se incomodar com o incomodo dos namoradinhos com a sua proximidade da Geniosa. A Geniosa, por sua vez, não conseguiu evitar o inevitável: a distancia entre as duas. Escolha natural e inconsciente. A Egocêntrica, mesmo dividida e arrasada, também iria preferir o namorado.

A tentativa
Geniosa, após tantas outras brigas, percebeu que se distanciara da amiga. Resolveu lutar por essa amizade. Comprou nova briga com o namoradinho. Mas recebeu um “eu te amo” verdadeiro (não que os do Incoerente não o sejam) e compreensivo (como os dele, infelizmente, não conseguem ser). Mais que raiva, a Egocêntrica começa a desenvolver o pior dos sentimentos em relação ao Incoerente: pena. Aos pouquinhos, ele perde tempo, neurônios e a namorada. Bobo!

Aguardem as cenas dos próximos capítulos...


Bjos!

Eles voltaram!

Eles voltaram!




Quando converso com alguém sobre Propaganda, sempre acabo falando algo sobre a campanha “Porque Somos Mamíferos”, da Parmalat (DM9DDB, São Paulo, 1996). Marcou minha infância. Ainda sei o jingle todo. É praticamente um “Atirei o pau no gato” para mim. Acho até que vou cantá-la para embalar o sono dos meus filhos. Muito fofa!

Quando ela passava, eu parava de fazer o que quer que fosse para cantar “o elefante é fã de Parmalat/ O Porco cor de rosa e o Macaco também são/ O Panda e a Vaquinha só querem Parmalat/ Assim como a Foquinha o Ursinho e o Leão/ O Gato miaO Cachorrinho late/ O Rinoceronte só quer leite Parmalat/ Mantenha o seu filhote forte “vamo” lá/ Trate seus bichinhos com amor e Parmalat/ (com direito ao gran finale) Tomou?”.
Para minha surpresa, 11 anos depois, os mamíferos da Parmalat voltaram. A concepção da nova propaganda é genial. Genial porque é simples e se aproveita da empatia ainda existente entre "mamíferos" e público. A África, nova detentora da conta, fez peças para TV e impressos com as crianças da campanha original: elas cresceram, assim como a linha de leites da Parmalat. A propaganda brasileira merece (meeeeesmo) estar entre as três melhores do mundo.
Ah, isso me fez lembrar uma coisa. A Parmalat dos bichinhos crescidos é a mesma empresa italiana metida em desvio de dinheiro, sonegação de impostos e calotes milionários, que pediu concordata em 2003, deixando centenas de pessoas desempregadas. A pergunta é: como ela conseguiu ressurgir firme, forte e fofa??
Bjos!

quarta-feira, 29 de agosto de 2007

Aparências, nada mais

Aparências, nada mais







“Ah, Biá, eu li um post ótimo no Blog do Narcísio falando sobre as dificuldades que as pessoas têm em aceitar o fato de ele ser heterossexual...”

“O Narcísio é hetero??” (Biá faz cara de espanto)

“É, menina... ele tá quase casado com a Rafa; passou uns dois meses dando em cima de mim quando a gente se conheceu”

“...” (Biá faz cara de ainda mais espantada)

“O negócio é que ele anda todo estiloso, gosta de moda, usa calça feminina, anda de Melissa...”

“Ele anda de Melissa????” (Biá faz cara de “em que mundo nós estamos”)

“kkk... anda (faço cara de “isso é tão normal”). O pai dele deu dinheiro pra ele comprar um chinelo e ele apareceu em casa com uma Melissa rasteirinha”


Uma vez escrevi um depoimento para o “Nar” dizendo que ele é meu melhor amigo “quase-gay”... acho que essa é mesmo a definição (???) mais adequada para ele. Ele é QUAAASE gay. E as pessoas têm uma dificuldade imensa em “aceitar” isso (e eu tenho um quase bloqueio que me impede de “aceitar” esse negócio de as pessoas terem de “aceitar” os outros). Se, para muitas pessoas, já é difícil “aceitar” os homossexuais, imagine o nó que o Nar é capaz de dar na cabeça de muitos. Se as pessoas “aceitassem” as outras como elas são (sem questionamentos, sem pré-julgamentos) tudo seria mais fácil... não só para o Nar, mas para mim e para as outras pessoas também... pena que somos todos tão provincianos e preconceituosos (somos, sim!).

Em tempo: a Biá não é um monstro, ao contrário... a postura dela é absolutamente compreensível.

Obs: o título deste post é livremente plagiado da música do Márcio Greyck (minha mais nova descoberta musical – rsrs)

Bjos e viva a diversidade!!

Politicagem é politicagem em qualquer lugar

Politicagem é politicagem em qualquer lugar


Pensei que só no Brasil houvesse certas coisas:

“Nova Orleans ainda não foi construída*

(...)

A demora na recuperação de Nova Orleans está se transformando num circo político. A prefeitura da cidade diz que as agências federais seguram dinheiro que já deveria ter sido liberado. O estado da Lousianna briga com o estado vizinho, o Mississippi, que recebeu mais apoio do Congresso e os pré-candidatos à presidência americana dizem que Nova Orleans é uma prioridade para eles.
Em visita à cidade, o democrata Barak Obama prometeu que, se for eleito, vai pensar em Nova Orleans todos os dias. "Isso é conversa. Os políticos gastam milhões de dólares fazendo campanha. Por que não adotam um bairro e vêm aqui ajudar a reconstruir casas?”, questiona a moradora Mama Dee.”

Como diria Herbert Viana, “nem é preciso dizer nada; está acima de todas as palavras”. Qualquer semelhança com o nosso cenário político não é mera coincidência.

Ah, prometo que tentarei falar menos em política...

Bjs!
* Reportagem de Luís Fernando Silva Pinto, veiculada na edição de ontem (28/08) do Jornal Nacional.

segunda-feira, 27 de agosto de 2007

O céu é massa!

O céu é massa
Só na vontade de comprar logo o CD da Validuaté...a capa já garante o bom investimento! Show!
Ainda tenho de perguntar pro Quaresma de quem são a foto e a arte... daí, eu coloco os créditos direitinho.

Quem fala o que quer... II

Quem fala o que quer... II
Coisas que a gente ouve e acha melhor não colocar nas matérias...
“A vida é a arte de dar uma porrada no eixo e outra na roda; senão, emperra”
(Senador Heráclito Fortes , cacique do DEM, mostrando que entende mesmo de política)

“Eu sou liberal, trabalhista, socialista, democrata”
(Deputado federal Júlio César, também do DEM, provando que não leva muito a sério esse negócio de fidelidade partidária)

“Já falei com o Moisés e ele ficou de me arranjar um box aqui na Ceasa”
(Gov, que parece ‘estar pensando’ em trocar a menina de seus olhos, a ovinocaprinocultura, pela atividade hortifrutigranjeira – ainda bem que Dona Rejane não estava com ele)

“Não há desvio nas prefeituras porque, com a Lei de Responsabilidade Fiscal, não sobra dinheiro em caixa”
(Luís Coelho, presidente da Associação Piauiense de Municípios - APPM. Ah, tá, com um argumento desses, eu posso até acreditar)

“Vanessa, Vanessa, você não cansa, não?”
(Pref., simpático, demonstrando o quanto gosta de minha presença)

“Fico no DEM, mas o namoro continua com outroS partidoS. Afinal, namoro não precisa de fidelidade”
(Deputado Júlio César, provando, definitivamente, que fidelidade partidária não faz parte de sua ideologia política)

“Não podemos dar um passo maior que a perna. Se abrirmos demais, só bailarina para agüentar”
(Gov., explicando porque o governo estadual tem de fazer ‘cada coisa a seu tempo’)

“Semana passada, eu não fiz uma matéria de polícia de manhã. Ninguém morre nessa cidade... depois falam que a criminalidade ta alta”
(Meu colega Carlos Lustossssssa, dando uma pequena mostra de quão sensíveis costumam ser os jornalistas)


No mínimo, risível...
Bjos!

domingo, 26 de agosto de 2007

Desaforo

Desaforo


Sei que isso vai parecer coisa de gente desaforada, mas há coisas que precisam ser ditas...

“O jornalista Antônio Rivanildo Feitosa receberá no próximo dia 28, às 19 horas, o título honorífico de Cidadão Teresinense, por sugestão do vereador Olésio Coutinho (PTB), que nesse sentido teve projeto de sua autoria aprovado por unanimidade na Câmara Municipal”. A informação foi Ctrl C + Ctrl V do site da Câmara municipal de Teresina.

Sem querer desmerecer Rivalindo Feitosa, (e independentemente de ser feio, anti-ético ou mal-educado jornalista falar mal de jornalista - mesmo eu sendo estagiária), eu não consigo identificar qual o trabalho super-valoroso prestado por ele à sociedade teresinense. Ele é um bom colunista social. Eu não conseguiria fazer o trabalho dele com o mesmo talento (tiro o chapéu para ele). Mas título de cidadão é para quem faz algum tipo de trabalho social relevante, algo que modifique a realidade da comunidade que o ‘agraciado’ resolveu abraçar como sua.

Aliás, sejamos bm francos, nossos parlamentares deveriam gastar menos tempo, certificados e festas com títulos de cidadania e passar a pensar mais no que a população realmente precisa. Certa vez, o vereador-humorista ou humorista-vereador João Cláudio Moreno (PC do B) disse que preferia ser conhecido por ter um único projeto (no caso, a Lei do Silêncio) do que apresentar 10 projetos por mês, sendo cinco notas de pesar e cinco títulos de cidadania. No momento discordei, mas agora dou 50% de razão a ele.

Eu vejo cada uma...

Bjos!

UMA COISA É UMA COISA, OUTRA COISA É OUTRA COISA

UMA COISA É UMA COISA, OUTRA COISA É OUTRA COISA

Não gosto muito de “jornalismo especulativo”... na maioria das vezes, acho medíocre. Aliás, sequer existe uma modalidade jornalística assim chamada. Para mim, “jornalismo especulativo” é quando as entrelinhas passam a valer mais que os fatos, especialmente quando elas são distorcidas.

Gov. e pref. vêm mantendo uma “parceria administrativa em nome da população”. Até dá para entender as especulações acerca de uma possível (mas imensuravelmente improvável) colaboração no âmbito político entre os dois. Agora, perguntar para o pref., tucano e neoliberal até o último fio de cabelo branco, se há um interesse da parte dele em ir para o PT é um pouco demais.

É demais e é fruto desse tal “jornalismo especulativo” que a gente vem vangloriando tanto... CPI do Detran? Ficou no falatório, mas rendeu umas três manchetes. “Mão Santa será candidato a prefeito de Parnaíba”; “terminal rodoviário de Teresina será privatizado”; “PMDB pode deixar base aliada”; tuuuuudo especulação...

“Jornalismo especulativo” é o que a gente tem visto diuturnamente. Tem visto “e achado bonito”, como costumo dizer. Que pena! Instigar, investigar, fuçar (coisas absurdamente diferentes de especular) seria tão mais inteligente, tão mais decente...

Em tempo... não amenizo minha participação... tenho especulado (e muito) para conseguir matérias.


Bjos!

terça-feira, 21 de agosto de 2007

DIA DE CÃO

DIA DE CÃO

06h35: retenção de líquido. Dor, dor, muita dor. Na próxima encarnação, quero ser do sexo masculino;

12h15: primeira ida ao banheiro para chorar por causa do inchaço nas pernas. Não diminui a dor, mas dá uma aliviada!

14h20: mais de 1h de chá de cadeira para fazer uma entrevista;

14h45: bronca do editor;

15h20: bronca do editor-chefe;

17h: segunda ida ao banheiro para chorar. Apesar do desespero, o choro não veio;

17h20: ligação do secretário estadual de fazenda. Medo de ser mais uma bronca (secretários de Estado nunca ligam à toa para ninguém). "Lascou-se. Eu escrevi alguma besteira e ele vai querer me processar... Só tá faltando isso", pensei. Era um elogio (ufa!);
18h: reencontro com Lyghia Maria; clube da “Luluzinha” com Josefa e Narcísio. Menos dor (terapia da amizade);

21h: um quase assalto e prova de que o ser humano ainda pode ser solidário. A moça do posto de gasolina pediu para eu parar. Pensei que ela fosse me assaltar e segui. Depois, resolvi ir até ela (era melhor ela levar minha bolsa do que ficar puta e me dar um tiro). Na verdade, ela me alertou sobre dois malas-mirins que me seguiam. Fiquei apavorada (quem já teve uma arma apontada para si nunca esquece). A moça (não consegui pensar sequer em perguntar o nome dela) ainda arranjou um colega para me deixar em casa. A Biá disse que foi "simpático" da parte dela. Eu acho que foi uma grande sorte minha, apesar de eu ter dado uma mãozinha para o azar.

Por vários motivos, sem paciência p escrever.
Bjo



domingo, 19 de agosto de 2007

DO CONTRA

Acho que vou comprar uma briga com 7/8 dos piauienses que leram/assistiram/ficaram sabendo pelo vizinho que o presidente da Philips para a América Latina, Paulo Zottolo, afirmou que “se o Piauí acabar, ninguém vai sentir falta”. É inegável que suas declarações (feitas na quinta-feira, 16, ao jornal Valor Econômico - www.valoronline.com.br) foram (sendo eu muito gente boa com ele) infelizes, mas não acho que há motivo para tanto alarde, disse-que-disse, boicote à Philips, encomenda de vodu da mãe do cara...
O tal do Zottolo não me deu nem um centavo para defendê-lo...aliás, não se trata mesmo de uma defesa... eu só acho que está havendo uma supervalorização da besteira que ele falou. A grande estupidez dele foi ter aberto a boca para fazer uma analogia inconsistente sobre o caos brasileiro e a miserabilidade de um estado. E quando digo “de um estado”, refiro-me ao fato de acreditar que ele citou o nome do Piauí por citar. Zottolo poderia ter dito Maranhão, Alagoas ou Acre, que para ele não faria diferença.
Mas ele disse, textualmente, PIAUÍ. E, dessa forma, é mais que natural a reação dos piauienses. Maranhenses, alagoanos e acreanos não têm nada a ver com isso (?). Que o assunto corresse dos meios de comunicação para as discussões em bares, jantares de família, chats na internet, bancos de praça, também era de se esperar. Mas, já rendeu, né? O cara já pediu desculpas, já tentou reverter o que é tecnicamente irreversível, já prometeu até visitar o estado (o que para mim é uma burrice ainda maior)...
Não se trata de conformismo. Não falo em enterrar o assunto e deixar que continuem debochando do Piauí. Falo em termos essa honra piauiense transformada em ações concretas em prol do crescimento do estado. Por exemplo, ao invés de deixar de comprar uma TV “carérrima” da Philips para comprar uma da LG, Samsung ou qualquer outra marca, a galera que tem grana poderia bancar os estudos da filha da empregada (que é interessada, quer ser médica, mas não tem uma boa educação) em um colégio de qualidade (em Teresina, mensalidade de escola boa pode sair por volta dos R$ 400,00). Ou mesmo coisas mais simples... sei lá, ensinar seu filho a fazer coleta seletiva do lixo (famílias três vezes maiores que a sua podem melhorar de vida com isso).
Não basta querer que “as pessoas” (especialmente do Sudeste, onde não há pobreza, gente pedindo esmola, analfabeto... que lorota!) abandonem esse preconceito de que o Piauí é paupérrimo, de que os piauienses não sabem conjugar verbos corretamente ou de que prédio de quatro andares aqui é atração turística. É preciso contribuir com o desenvolvimento do estado. Se não fizer isso pelo coletivo ou pelas futuras gerações, faça por você, faça para facilitar a sua vida e lhe livrar de ter de discutir veementemente as declarações descabidas de mais um(uns) Zottolo(s) sobre o Piauí.
Em tempo: a Philips mantém respeitados projetos sociais no Piauí; muitos deles, na área da educação.