domingo, 2 de setembro de 2007

Parada GLS de Teresina, só tem S

Parada GLS de Teresina, só tem S




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“Nós vamos para a parada gay, nós vamos para a parada gay”, gritávamos, serelepes (sempre quis escrever essa palavra neste blog), enquanto saíamos em bando pelos corredores da Universidade.
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Não vou negar quequando resolvi participar da VI Para


da do Orgulho de Ser de Teresina eu estava pensando em quão divertido seria, pensando em cantar “I will survive” com todas as minhas forças e pensando na foto que tiraria com uma drag (aliás, não consegui - bleargh) para colocar no MSN e/ou no Orkut.

Realmente me diverti, cantei (não só “I will Survive”, como “Y.M.C.A.” e “It’s raining men” e tudo mais que eu tinha direito)... mas fiquei passada com o fato de as pessoas na rua estarem chocadas com a Parada. Como assim? Em que mundo nós estamos?
A gente tá vivendo no século XIX e esqueceram de me avisar?

Talvez o pequeno o número de homoafetivos participando do fuá, digo, da Parada tenha sido resultado de tanto preconceito. É muito mais fácil seguir uma parada pela diversidade sexual quando se é hetero. Já haviam me dito, e eu pude comprovar, que a parada GLS (digo, GLBTT – Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transgêneros) de Teresina só tem ‘S’. Das 10 mil pessoas que os organizadores disseram estar presentes, ao menos metade era de simpatizantes ou homoafetivos que não têm coragem de ‘se declarar’ gays.

Uma pena! Ainda somos tão provincianos...
Obs : foto - Diego Iglesias

Bjos!




4 comentários:

Diego Lopes disse...

Vanessa,
Tive a curiosidade de visitar teu blog rescentemente. Essa é minha segunda passada por aqui. Voltei porque gostei do li.
Quanto a postagem sobre a Parada, discordo em partes do que você escreveu. O populismo que você identificou ocorreu porque o evento daqui está se moldando naqueles que vimos pela mídia em outras cidades; público grande, interesse na 'folia'... Mas acho que a daqui vai além. Tem um caráter político. Prova disso é a Semama da Diversidade, onde diversos temas relacionados com a homossexualidade são discutidos com a sociedade. Sem contar que o Piauí leva vantagem, em relação a muitos estados do país, quando o assunto é direitos dos gays. Aqui há delegacia especializada, centro de referência, disque denúncia, ONG's. Isso prova que o provincianismo explicitado em seu texto é questionável. Sei que sua idéia está relacionada ao número de gays nas ruas da cidade, mas esta é uma análise superficial.
Estive na festa da diversidade (pós parada) que ocorreu na P II. Realmente lá se via um 'suruba' da diversidade sexual. Heteros, gays, lésbicas, travesti e outras 'sub-categorias' que não sei identificar. Mas esse é o espírito da coisa; Parada gay não é só coisa de gay!

dalyne disse...

flw Dieguito!
é por isso que o nome da parada num era parada Gay, mas parada da diversidade. só que todo mundo só quer chamar de parada Gay, pq a que acontece em São Paulo é "parada gay" msm. aki vai muito mais além, como bem lembrou Dieguito: depois de várias discussões sobre o tema, uma parada pra chamar a atenção da sociedade pra diversidade que existe nela.
mas, realmente é de se questionar: se a parada fosse "só" "parada Gay" haveria mais GLBTTT?

Diego Lopes disse...

Dalyne,
'Parada Gay' soa melhor do que 'Parada GLBTTT'. O nome é puramente aproximativo, já que o termo 'gay' é mais comum do que GLBTTT. Mas a 'festa' é de todos, inclusive dos heteros!

Daniel disse...

cheguei aqui por acaso. você é a Vanessa do jornalismo da uespi? eu etsudo lá tmb. estudava com o Narcisio, mas fiquei "retido". não ia nem importunar deixando comentário aqui, mas vi no seu blogroll duas pessoas que boto fé, o próprio Narcisio, e o Mino Carta. pô, sou fã da revista do Mino.

visita lá meu www.danielslopes.com. qualquer hora dessas tou te linkando.