segunda-feira, 7 de maio de 2007

O maldito tempo

Essa é da série: “Coisas que só podem sair de uma conversa com a Dane” (Teresina, 04/05/2007, sexta-feira, perambulando pelo shops enquanto o filme não começava)

Sou viciada em relógio. Tanto por sua função quanto pelo objeto em si. Acho que é um dos poucos “acessórios” que realmente falam alguma coisa pelo dono. Eu gosto dos mais exóticos e não consigo viver sem olhar aqueles ponteirinhos a cada cinco minutos, mesmo sabendo que se passaram, “owras”, apenas cinco minutos. E não adianta dizer que dá para olhar as horas no visor do celular porque não é a mesma coisa.

É engraçado como algo que nos aprisiona tanto (o tempo, digo, a rapidez com que ele passa) pode ser tão irresistível. Eu tenho a necessidade de observar, com uma freqüência absurda, os minutos passando. Algumas vezes é apenas uma leve checada, nem presto atenção às horas e dou aquela olhadela apenas para “conferir o passar do tempo”. Tantas outras olhadas vêm seguidas de um “poxa, como o tempo está passando rápido hoje” ou um “caramba, esse dia não passa”. E os dias em que mais me surpreendo com a pressa daqueles ponteiros em passar é quando mais preciso que eles tenham um pouquinho mais de calma ou quando se trata de um momento interessante, em que sempre é bom dispor de mais 10 minutinhos. Mas na hora de esperar algo/alguém, de assistir a uma aula chata, de ver aquele filme que está completando 12 anos de exibição na Sessão da Tarde, de levar bronca ou de simplesmente não ter nada o que fazer o tempo cisma em passar “devagar, quase parando”. Hum... Não sei se saber que isso acontece com quatro quintos da humanidade me conforta...

Como eu queria mais 10 minutos perto de pessoas especiais (sempre, em qq ocasião – meus pais, meus tão amados amigos, conhecidos que me fazem rir ou me emocionar), mais 10 minutos na praia tomando água de coco sentindo a brisa, mais 10 minutos antes da volta das viagens para conhecer mais alguma novidade ou mais uma pessoa ou as duas coisas juntas, mais 10 minutos pra dormir entre a hora em que o despertador toca e a hora em que a gente realmente precisa acordar (n vale colocar p despertar mais cedo), 10 minutos para tomar um sorvete ou comer uma batata-frita na banquinha da esquina sem pressa p voltar p aula ou p trabalho...como eu queria ter mais 10 minutos p parar, gritar (bem alto mesmo!) e voltar à vidinha de sempre como se não tivesse acabado de perder 10 preciosos minutos.

Enquanto não me livro dessa prisão, continuo babando pelos relógios nas vitrines como fiz no final de semana. Aliás, meu aniversário está chegando e na Riachuelo tem um grandão, com pulseira de tecido quadriculado, rosa com branco, liiiindo (e baratinho...). Caso alguém queira me presentear, não precisa ficar acanhado...rsrs

Bjo!!!

Um comentário:

Morrer [de Rir] ... disse...

=P FInalmente eu entrei no teu blog.. mas tu escreve!! aff.. disposta!!! bjuss!!