quarta-feira, 9 de maio de 2007

O motivo do mau-humor

Muita gente me perguntou pq estava mau-humorada ontem. ‘Deixa eu’ contar uma historinha: ontem eu vi uns 20 velhinhos amontoarem-se ao lado de uma parede para escapar do sol enquanto esperavam o ônibus coletivo. Passei mais de 45 minutos na mesma parada, sob um sol escaldante. Quando cheguei ao local (que não tem sequer uma cobertura - apenas um plaquinha indicando o ponto de ônibus), maior parte deles já estava lá e tinham acabado de sair da novena na Igreja da Vila Operária. Eu tenho 20 anos e disposição de sobra para, mesmo muito irritada, ficar até uma hora toda em pétorrando no sol. Mas aqueles eram frágeis senhores de 70, 80 anos. Muitos deles,acabaram sentando no chão pq não agüentaram tamanho esforço.
Cheguei com uma hora de atraso ao trabalho (tava sem dinheiro sequer p tomar um moto-taxi – começo de mês, minha gente...), com TPM (a cara infestada de espinhas denuncia o fatídico período), retendo líquidos, sentindo um desconforto quase desumano por conta do inchaço das minhas pernas e abdome. Mas o que ficou mesmo na minha cabeça ao longo de todo o dia foi a cena daqueles velhinhos jogados na calçada quebrada, cheia de terra e grama mal aparada (n, isso n é p enfeitar a história).
Sou a favor dos movimentos sociais, das lutas de classe, de quem vai atrás do desejo de ter melhores remuneração e condições de trabalho. Mas tudo na vida (ou quase tudo) tem de ser feito com responsabilidade. Resolver fazer “GREVE DE ÔNIBUS SURPRESA” é, no mínimo, falta de respeito para com os usuários do transporte coletivo: estudantes, trabalhadores, pessoas de idade avançada. Para variar, quem paga o pato é quem não tem culpa. E, nesse caso, quem paga o pato paga também, e adiantado, a tarifa (vergonhosa) de R$ 1,50 para rodar nos coletivos.
Assunto chato, eu sei...p isso tava de mau–humor...
Bjo p vcs!

Um comentário:

Andréia disse...

Nossa, por um momento achei que você estava contando uma história de meu cotidiano... Para você ver como essas coisas ruins acontecem com todos.Um verdadeiro absurdo.